Um grito reprimido de amor…
Eu diria que te amo incondicionalmente se eu pudesse, mas não posso, não posso amar tanto algo que não quer ser amado. Na verdade, retiro o não quer e digo que não posso amar algo que não me deixam amar. Ontem tentei gritar que te amo, e que quero o seu bem, e fui obrigada a engolir, apanhar e me retirar, por aqueles que não me permitem amá-lo.
Fiquei por muito tempo quieta, guardando esse amor pra mim, por medo de falar, ou até por comodismo – sabe, não é fácil admitir tanto amor. Mas aí resolvi me declarar, resolvi dar minha cara à tapa por você, pelo seu bem, por nós. O que recebi como resposta foram “cala-bocas” nas mais diversas variações.
Dessa vez foi intenso. Resolvi me declarar porque estamos num mundo meio louco sabe? É muito amor perdido, e muito amor faltando. Não sei porquê ou por quem, mas tão tirando o amor do rumo, não tá chegando onde devia chegar – e aí achei que era hora de pelo menos gritar meu amor pro lado certo.
Não sei por quanto tempo terei voz, não sei nem por quanto mais terei forças, mas isso não vai emudecer meu amor, vai só me obrigar a descansar. Vai me obrigar a me fortalecer pra de novo, num outro dia, sair de casa de cabeça erguida determinada a te dizer o quanto te amo novamente.
Só que entenda uma coisa, amor não se cala, amor só sossega quando se ama de volta.
